Mostrar mensagens com a etiqueta Moçambique. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Moçambique. Mostrar todas as mensagens
domingo, 27 de dezembro de 2015
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Constituição e Estado - por Sérgio Vieira, jornal 'O País'. 17-02-2015
![]() |
Há muito que lutamos para nos afirmarmos como um Estado de Direito.
Não se trata de um processo célere. Há que reconhecer que a criação das zonas libertadas constituiu um primeiro passo. A independência um segundo. A Constituição de 1990 um outro. Uma marcha longa implica muitos e numerosos passos, a nossa caminhada surge como uma enorme maratona.
Durante muito tempo, democracia significava o fim do colonialismo, do racismo, a afirmação da dignidade, seres humanos como os outros, sem que cores da pele, origens étnicas, opções religiosas ou filosóficas implicassem qualquer aumento ou diminuição de direitos.
A herança pré-colonial e colonial não nos habilitavam enquanto povo à democracia e aos conceitos actuais de Direito, dos direitos democráticos e humanos. O poder pertencia a certas famílias, à aristocracia local. Esta guerreava-se com outros clãs, tribos e no exercício uniu-se a esclavagistas, invasores e colonos. O povo podia vender-se, escravos não datam da conquista colonial. O conquistador colonial reduziu os poderes destes senhores, colocando-os no escalão inferior da administração e tornando-os meros recrutadores de trabalhadores forçados, cobradores de impostos e encarregues de dirimir pequenos conflitos entre os súbditos.
Nas zonas libertadas, emergiu o conceito de dirigentes eleitos, servidores do povo, surgiram instituições para julgar os crimes, resolver conflitos. Princípios modernos de Direito começaram a afirmar-se.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
SONAREP - A Refinaria de Lourenço Marques - Matola
A Sociedade Nacional de Refinação de Petróleos - SONAREP - foi a primeira refinaria construída em Moçambique.
A ninguém pode restar dúvidas acerca do interesse verdadeiramente nacional da iniciativa de construir uma refinaria em Moçambique. De facto assim entendeu o Governo da Nação e em boa hora o fez acolhendo com carinho a iniciativa e a proposta feita em 1958.
Estudadas as bases e definidas as condições de concessão de alvará, foi o processo mandado submeter à apreciação do Conselho de Governo da Província de Moçambique, a qual deu o seu parecer favorável.Assim, em 21 de outubro de 1958, o Ministro do Ultramar, por despacho, estabelece as condições a que deveria obedecer a instalação da refinaria.
O Empreendimento, que resultou do estreito contacto mantido com o mercado de petróleos da zona de África e de um estudo sistemático baseado no parecer autorizado de técnicos da especialidade, só poderia tornar-se uma realidade desde que se afastasse a idéia rígida dos números e a ânsia de multiplicar os lucros.
Felizmente, tudo concorreu para que a obra se materializasse e assim em 28 de Maio de 1961, dentro do prazo previsto, é inaugurada oficialmente a primeira refinaria de Moçambique.
Refinaria
Num periodo em que todos os países defendiam ciosamente as suas divisas, a instalação desta nova industria em Moçambique, trouxe, por um lado, a vantagem da diferença de preço entre o petroleo bruto e o petróleo já refinado,e, por outro, o benefício que se obteve com a exportação do produto para os mercados Africanos e consequente entrada de divisas.
Desde o primeiro momento a província inteira acolheu com entusiasmo a iniciativa. A garantia que seriam tomadas medidas para a defesa do consumidor e que a nova industria nunca pesaria como um fardo na economia local à custa de preteccionismos deslocados consolidou no espírito de todos a obrigação moral de apoiar aqueles que pretendiam elevar o nível industrial ponde de parte a ideia do lucro, que , como é óbvio, ninguém podera esperar nun futuro próximo.
Foram imobilizados nesta construção, segundo Manuel Bulhosa (1) presidente do Conselho de administração e seu accionista majoritário, 220 mil contos, aos quais a provincia participou apenas com 50mil, e ainda somente despendeu inicialmente 10 mil, sendo os restantes , integralizados em anos, conforme planejamento pré-aprovado..
Destes 220 mil, 70 mil foram empregues em trabalho e materiais obtidos em Moçambique,através da industria local, que foi eficiente e altamente dedicada.
Houve portanto uma decidida transferencia de capital para Moçambique, quer através dos dispendios em moeda local quer através de apetrechamento importado e que ficou definitivamente incorporado no patrimônio económico de Moçambique.
A capacidade de laboração, ao ser inaugurada a refinaria, era de 13 000 barris diários o que, para certos tipos de petróleo bruto, podia representar a possibilidade de produção efectiva correspondente a mais de 600 mil toneladas anuais
A refinaria já foi projectada para ampliação necessária para elevar a produção da mesma para o total anual de 1 milhão de toneladas.
domingo, 12 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
AMOR entre GUERRAS. Romance. Lourenço Marques, 1916, durante a 1ª guerra mundial
Livro: AMOR entre GUERRAS é um romance histórico passado durante a Primeira Guerra Mundial e em Lourenço Marques nas décadas de 20 e 30. Conta a história de um Tenente Médico portuence do Corpo Expedicionário Português que se apaixona por uma jovem francesa rebelde.
domingo, 28 de setembro de 2014
Voz da África Livre - abertura da estação
Etiquetas:
África Livre,
kizumba,
MNR,
Moçambique,
Movimento Nacional de Resistência,
quizumba,
Rádio Quizumba,
Renamo,
RNM,
VAL,
Voice of Free Africa,
Voz da África Livre
sábado, 27 de setembro de 2014
Memórias do 7 de Setembro de 1974. 'Os tempos do fim'. De Walter D. Gameiro
MOÇAMBIQUE - OS TEMPOS DO FIM. 1974 / 1975
1. UM POUCO ANTES DO SETE DE SETEMBRO. OS AUMENTOS DE 100%
Viviam-se tempos de mudanca que eram novidade para todos. Em Mocambique as pessoas trabalhavam bastante, e as horas vagas eram mais dedicadas ao desporto do que ao estudo da politica, que era deixada aos politicos. Por alguna razao solida Mocambique teve sempre um PIB bastante superior ‘a Metropole.
Eu acabava de cegar de Inhambane onde lancara o cabo submarino que iria dar electricidade ‘a Maxixe, do outro lado da baia a partir da nova central Geradora de Inhambane. Ao chegar ‘a empresa dei com uma reuniao de gente perplexa, sem saber como reagir a um fenomeno novo chamado “Greve”. Greve em Lourenco Marques em 1974? Exacto. Sem sindicatos, sem representanes da CGTP nem nada? Exacto. Meti o nariz na mesa redonda em busca da solucao. Ouvi e ri-me abertamente. E com a voz propria de quem 28 anos e “sabe tudo” , clamei alto e com bom som, que so’ quem nao leu os fenómenos grevistas da Europa podia estar perplexo. Descrevi o “modus faciendi” da negociacao salarial standard e conclui … “e’ facil”!
Cerca de 30 segundos depois era nomeado por unanimidade, para ir ‘as oficinas da Av de Angola, resolver o problema. A maior parte dessas pessoas trabalhando naquelas oficinas nao tinha menor ideia de quem eu era com excepcao dalguns capataces. Havia 270 operarios em greve, exigindo um aumento de 100%.
Fiquei – confesso – bastante surpreendido com a rapidez com que fui, um miudo de 28 anos, nomeado para tal tarefa. Entendi-a como um desafio e fiz uma unica exigencia ao Gerente geral Joaquim Pereira Soares, um homem muito ponderado nas suas decisoes. “Eu vou la’, mas com uma condicao. O que eu prometer, esta’ prometido e sera’ lei!”. Recebi de volta um olhar de inquietude e uma so’ frase. “Pois sim, mas cuidado com o que for prometido, pois podemos deitar a empresa abaixo”. Assegurei que tinha a nocao exacta do risco e sem mais, meti-me no carro e fui ‘a Avenida de Angola. Cheguei por volta do meio dia, hora de almoco e portanto com todo o pessoal parado e a comer das suas cestas de vime ou de cartuchos de papel caqui. Expliquei aos capatazes e director das oficinas que estava incumbido de falar com o pessoal. Pedi um quadro negro e giz para poder escrever.
Ajudaram-me a arrastar uma bancada de aco, para o meio de uma das oficinas e pedi que fizessem uma roda ‘a volta da bancada, que eu queria falar a todos. Naquele grupo havia um amigo negro que tinha sido meu cabo durante o servico militar donde eu tinha acabado ser desmobilizado em Fevereiro de 1974. estariamos em Abril ou Maio. Perguntei-lhe donde vinha a nocao de 100% ao que me respondeu “Foi um passarinho que nos disse”.
Subi para a bancada e comecei a falar da vontade que havia em resolver o diferendo e que estava la’ a mando da gerencia com poderes de decisao. Comecei a perguntar interpelando directa e individualmente “Quanto ganha? Quanto e’ um aumento de 100%?. Quanto quer ganhar? “ “Nao sei”, foi a desposta geral da totalidade dos interpelados. Peguei no quadro e expliquei como se faziam os precos para um trabalho, mostréi um valor para cobrir as materias primas, despesas de edificio, viaturas, ferramentas e mao de obra. Como na epoca ainda se tratava de uma oficina de mao de obra intensiva, ficou claro que a parcela maior era para mao de obra. Depois expliquei o que significava um aumento de 100%. Finalmente dobrei o valor de mao de obra no “orcamento” de obra que explicava e mostréi que o valor da venda era inferior ao novo custo. Explicado o conceito, sem posturas de superioridade alguma, pedi a opiniao dos mais velhos sobre o assunto e na sequencia passamos a discutir que aumento seria justo na opiniao deles, posto que os trabalhos que estavam em curso ja’ estavam vendidos e nao se podia mudar o valor da venda aos clientes.
domingo, 14 de setembro de 2014
Xiconhoca 2014
A partir de um livro compilado em meados deste ano na Venezuela a partir dos cartoons originais do Xiconhoca, dos tempos revolucionários pós-independência.
O que é O XICONHOCA?
O Departamento de Informação e Propaganda da FRELIMO criou em 1976, uma caricatura a que chamou XICONHOCA. Esta caricatura representa todo e qualquer inimigo interno (ideológico). Xiconhoca é uma palavra composta de dois nomes: Xico e Nhoca: O primeiro nome vem de Xico-Feio, um indivíduo que pertenceu à PIDE-DGS. Nhoca, em quase todos os dialectos do País, significa cobra. Bem sabemos qual é o modo de vida de uma cobra e os truques que usa quando quer atacar uma pessoa.
O Departamento de Informação e Propaganda achou necessário criar uma figura que representasse o nosso inimigo interno. Essa figura é o Xiconhoca.
Assim o Xiconhoca representa tudo aquilo que nós combatemos. Podemos dizer que ele tem uma boca de bêbado, uma orelha de boateiro, mãos de açambarcador e de especulador, olhos de racista, nariz de tribalista, dentes de regionalista, pés de confusionista. O Xiconhoca é uma figura que representa todos estes males deixados pelo colonialismo, e que o Povo moçambicano está a combater.
Xiconhocas são aqueles indivíduos que conduzem viaturas quando se encontram bêbados, originando graves acidentes; é o parasita que se recusa a trabalhar, a participar na produção colectiva.
Existem, no entanto, muitas pessoas que usam a palavra Xiconhoca por uma simples brincadeira. Tenho amigos que também tem esse hábito, num sentido de piada a gente chama xiconhoca ou xiconhoquices qualquer atitude admirável.
A população deve estar consciente que o Xiconhoca é um inimigo do Povo, é um indivíduo que tem o mesmo modo de vida do inimigo, do reaccionário, do inimigo da independência e soberania moçambicanas, é todo o indisciplinado, o corrupto, os bandidos, assassinos, ladrões, divisionistas, regionalistas, racistas, etc.
Etiquetas:
DTIP,
inimigo,
Jorge Rebelo,
Moçambique,
Partido,
reaccionário,
revolução,
revolucionário,
Samora Machel,
Xiconhoca
Local:
Moçambique
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Moçambique, boatos e mitos urbanos, e a tragédia. O linchamento do artista Alexandria
Triturado nesta betoneira social e de grupos de vigilantes que se organizam para caçar os 'engomadores', o artista plástico Alexandria, também ele vigilante noutro grupo, foi linchado por populares agrupados noutro grupo de vigilância...
Transcreve-se do blog http://oficinadesociologia.blogspot.pt/
Segundo o "@Verdade" e uma fonte da "Rádio Moçambique" com quem contactei há momentos, foi sábado linchado na Matola o conhecido e renomado escultor Alexe Simões Ferreira (Alexandria), confundido com um malfeitor do "G20". Aqui. Confira também aqui e aqui. Sobre o que se passa nos bairros periurbanos, aqui.
Comentário: uma tragédia sem fim. Paz à sua alma.
Adenda às 17:30: falarei um pouco disso mais logo, no jornal das 19:30 da "Rádio Moçambique".
Adenda 2 às 19:06: assassinado por membros de um grupo de patrulha, Alexandria fazia parte de outro grupo do mesmo género que fôra pedir auxílio a uma esquadra policial. Aqui.
Read more: http://oficinadesociologia.blogspot.pt/#ixzz2bwzuBODy
sábado, 10 de agosto de 2013
Nyazónia - o raid 'anti-terrorista' ou o massacre, conforme o lado da notícia.
Foi em 1976 contra um campo de zimbabwanos 'refugiados', 'freedom fighters' ou 'terroristas'. A verdade também tomba logo, vítima da propaganda, de qualquer dos lados.
From DVD THE SELOUS SCOUTS, the raid into the Nyadzonya Camp in Mozambique.
a
From DVD THE SELOUS SCOUTS, the raid into the Nyadzonya Camp in Mozambique.
a
sábado, 3 de agosto de 2013
sábado, 27 de julho de 2013
Daniel Roxo - O Fantasma da Floresta
Etiquetas:
Daniel Roxo,
guerra colonial,
Moçambique
segunda-feira, 3 de junho de 2013
PAINEL SOBRE MOÇAMBIQUE
In “Memórias da Revolução; Portugal 1974-1975” de Manuel Amaro Bernardo - Tenente General Sousa Meneses
ver AQUI
In “Memórias da Revolução; Portugal 1974-1975” de Manuel Amaro Bernardo - Tenente General Sousa Meneses
ver AQUI
Orlando Cristina e Jorge Jardim
domingo, 12 de maio de 2013
REVISTA TEMPO N.º 9
REVISTA TEMPO N.º 8
sábado, 27 de outubro de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)










