sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

BONIFÁCIO GRUVETA MASSAMBA, 1942-2011: UM LIBERTADOR. por ABM (in delagoabayword.wordpress.com)

Até esta manhã nunca tinha ouvido falar de Bonifácio Gruveta.
Mas um curto sms de um amigo meu de Moçambique ao fim desta manhã despertou-me a atenção.
A mensagem, quase críptica, dizia apenas “morreu o bonifácio, uma das figuras mais tenebrosas da frelimo, que ordenou os fuzilamentos do campo de futebol de quelimane.”
Fui ver na internet quem era, ou melhor, foi, Bonifácio Gruveta.
Bonifácio Gruveta Massamba, ultimamente general na reserva, deputado com assento na Comissão Permanente do parlamento moçambicano, alto quadro dos históricos da Frelimo, ex-Coordenador da Região do Delta no Gabinete do Plano do Zambeze. membro do Conselho de Estado por efeito do Despacho Presidencial Nº133/2005, de 14 de Dezembro desse ano, e “empresário de sucesso”, terá sido um dos originais, verdadeiros Libertadores moçambicanos.
Tinha 69 anos de idade.
Ele estava lá desde o Início, ou seja de 1964, e nos meandros da guerrilha, ao ponto de parodiar, numa entrevista que concedeu ao Diário da Zambézia de 8 de Setembro de 2010 (entrevista dada no dia anterior na conceituada se algo atribulada Universidade de Mussa Bin Bique, que na altura lhe atribuiu o grau de Doutor Honoris Causa) se de facto teria sido ele e não Alberto Chipande a dar o tal famoso primeiro salvo nas guerra para expelir o vírus lusitano das terras de Moçambique. Ele sugere que não foi Chipande. Não que interesse muito, mas enfim, a versão Chipandiana já fazia parte do folclore nacional e da aura daqueles tempos.
Assunto pelos vistos de interesse nacional, e que fez jorrar rios de tinta nos jornais, a julgar inclusivé pelo texto do oficioso Notícias de Maputo de hoje (28 de Setembro de 2011), onde, não se sabendo ainda que Bonifácio havia falecido (nenhum jornal tendo por isso noticiado a sua morte) Eliseu Machava rosnava contra os detractores da versão chipandiana do Tiro Original e descreve em detalhe o primeiro tiro da guerra pela Independência, que terá sido desferido contra os famigerados colonialistas às 19 horas do dia 25 de Setembro de 1964 na localidade de Chai. Foram onze os libertadores, para além do então jovem Chipande, um tal António Chicapa.
Mas Bonifácio na ocasião da sua investitura com o Honoris Causa foi mais incisivo noutros temas. Referindo-se a recentes livros de “memórias” dos seus colegas da Libertação Sérgio Vieira e o legível “Voo Rasante” de Jacinto Veloso, disse – e cito: ““Tudo aquilo que os meus companheiros escreveram não é verdade, por isso, tenham calma”.
Como? o quê? é tudo mentira?
O Jovem Bonifácio
No que li na internet – essencialmente testemunhos avulsos – parece haver alguma percepção de ter havido “falhas” na chamada Frente da Zambézia na altura do arranque das hostilidades, e cujo responsável seria Bonifácio, então um miúdo com 22 anos de idade.
Que era, consoante a estratégia de penetração da Frente, nascido lá, a 6 de Junho de 42.
Na tese de doutoramento de José Luis Cabaço (475 páginas cuja leitura recomendo e em que Bonifácio é citado cinco vezes no texto em si), lê-se que Gruveta não precisou de grande incentivo para se juntar à guerra contra os portugueses. Nascido perto de Quelimane, em miúdo vira o seu pai ser obrigado a fazer trabalhos forçados na zona do Gurué: “ Numa noite, os sipaios vieram à procura do meu pai. Tiraram-lhe o casaco, amarraram-no e foram. Dois dias depois apercebemo-nos que já estavam preparados e iam partir para o Gurué. Então eu fui-me despedir do meu pai. Entre duas estações havia um pequeno apeadeiro. Eu vi o meu pai a ser levado para o trabalho forçado. Acenei-o e ele também levantou a mão acenando para mim. Todos nós chorámos. Lá no Gurué, aonde ia meu pai, vivia um primo meu. Filho da irmã do meu pai. Então ele tomou conhecimento, tratou lá com os amigos e ele ficou a trabalhar numa carpintaria da empresa, portanto, do Manuel Freitas Junqueiro.”
Citando ainda da tese do José Luis Cabaço, com 19 anos Bonifácio sentia na pele o que era ser “preto do mato” na nomenclatura colonial moçambicana. Nas suas palavras, “Nós sentíamos a dominação colonial porque sem você ser assimilado você não tinha direito a bom emprego, porque mesmo para ser motorista você tinha que ser assimilado. Fui a Gurué para trabalhar na fábrica de chá da Companhia da Zambézia, e lá eu ganhava um escudo por dia, isto em 1958. Tinha ração, farinha e carne seca,, que vinha do mato, dos caçadores.”
Essencialmente, Bonifácio conta a história que foi comum à esmagadora maioria dos habitantes de raça negra que viviam na outrora colónia portuguesa: que eram menos que cidadãos de terceira classe e sem grandes hipóteses ou oportunidades de ultrapassar o paradigma então existente.
Exceptuando nos tempos mais recentes, em que já era afectuosamente apelidado de “velho Gruva”, ele é distinta mas discretamente, quase mudamente caracterizado como uma figura sinistra nos anos logo após 1975. Ele foi Governador da Zambézia entre 1975 e 1977 e depois perdi-lhe o rasto. Tirando a mensagem que recebi, não encontro quase nenhuns registos específicos de em que consistiu a sua actuação para que merecesse o rótulo, para além duma segunda mensagem, em resposta à minha expressão de desconhecimento, que vai mais abaixo, e uma referência numa reportagem de 1994.
Bonifácio o Libertador
Tendo passado os anos da guerra no esquema de protecção pessoal dos líderes da Frente, havendo ainda uma referência a ter coadjuvado Francisco Manyanga, comandante do Campo de Tunduru, na Tanzânia, Bonifácio foi o primeiro governador da Zambézia após a entrega do poder pelo governo português à Frelimo em 1975. Aliás, Bonifácio entrou na cidade de Quelimane (parando brevemente na sua terra natal, Namacata, para abraçar a mãe, que não o via há dez anos) seguido das suas forças da Frelimo em apoteose popular no dia 17 de Setembro de 1974, uns dias após fechada a rendição portuguesa e a transferência formal de poderes para a Frente, tendo, depois de um comício “de ordem”, ficado instalados na casa dos Padres Capuchinhos de Puglia em Quelimane, para total espanto dos mesmos, incluindo os padres Prosperino Gallipoli e Francesco Monticchio, e que não sonhavam ser essa considerada por estes a moradia mais segura da cidade. Isto durante um mês, até a tropa portuguesa vagar o quartel militar da cidade.
Antes disso, Bonifácio fez parte da delegação da Frente que se sentou na State House em Lusaka com os novos líderes portugueses em 1974 para negociar e assinar os termos desa rendição e a entrega do governo do território.
Que, como se sabe, foi coisa rápida. A partir do dia 20 de Setembro de 1974 – uma semana e meia após os acordos assinados em Lusaka, Moçambique efectivamente estava sob o controlo da Frente. A cerimónia em 25 de Junho de 1975, nove meses mais tarde, foi apenas uma formalidade administrativa.
Bonifácio o Governante
Talvez um ténue indício de como terá sido esse período da inaugurada Soberania Popular na Zambézia nas mãos de Bonifácio, então um líder guerrilheiro batido e muito bem relacionado dentro do novo paradigma do poder e com apenas 32 anos de idade, é dado quase inocente, se inadvertidamente, numa entrevista que Manuel Araújo, um político da Zambézia que agora vai concorrer pelo partido MDM para a liderança da municipalidade de Quelimane na eleição intercalar naquela cidade em 7 de Dezembro próximo. Numa entrevista ao País que foi publicada há pouco mais que uma semana, a certo passo Manuel Araújo, que pertence a uma geração que já nada tem que ver com a anterior, disse o seguinte:
“Na história de Moçambique, a Frelimo tinha criado quatro frentes. Eu tive o privilégio de ter tido uma cadeira sobre a história da Frelimo, no Instituto Superior de Relações Internacionais, que nos explicava os contornos da luta armada de libertação nacional. Essas frentes eram: Cabo Delgado, Niassa, Tete e Quelimane. (nota minha: não houve a 5ª frente no Sul?) Duas dessas frentes fracassaram e acabaram por serem encerradas por dificuldades: a de Tete e a de Quelimane. Por isso, houve sempre um mal-estar por parte da Frelimo com a Zambézia. Houve um erro estratégico por parte da Frelimo. Daí que apareceu o ódio visceral em que a parte dura da Frelimo tem e isso nunca conseguimos ultrapassar nestes 35 anos. Quando a Renamo chegou, encontrou um terreno fértil, pois quando a Frelimo chegou em 1975 disse: “vocês não alinharam connosco e agora vamos ver quem é que tem poder”. Se se recorda, a maior parte dos combates durante a guerra civil deu-se no Vale do Rio Zambeze. Nesse processo, houve generais, como Lagos Lidimo, que comandaram essas operações e que cometeram atrocidades gravíssimas: mataram milhares de pessoas utilizando bombas, aviões“mig” e helicópteros, sendo, por isso, que a população de todos os distritos da Zambézia se ressente desse processo.”
Foi nesta altura que pelos vistos ocorreu aquilo a que o meu amigo moçambicano se referiu ao fim do dia de hoje num segundo “sms”. Cito-o: “Bonifácio Gruveta Massamba foi um dos matadores da Frelimo, o Khmer Rouge de Moçambique. Foi (ele) que em tempos mandou encerrar as escolas de Quelimane e obrigou a crianças a irem para o estádio, a fim de assistirem aos fuzilamentos.”
A única outra referência aos “fuzilamentos”, que não sei de quem, ou porquê, foi feita em Outubro de 1994 por Afonso Dlakhama, o líder da Renamo, então a concorrer para a eleição desse ano e que se encontrava na Zambézia, vista como um bastião de apoio da Renamo. Um artigo do jornal português Público de dia 5 de Outubro de 1994 refere o que então disse à multidão num comício. «Vocês lembram-se dos fuzilamentos no estádio de Quelimane, dirigidos por este governador da Frelimo, o Bonifácio Gruveta?» A multidão, primeiro tímida, respondeu em coro: «Sim!»
Bonifácio Barão da Política Zambeziana
Mas na mesma entrevista a que acima se aludiu, o Prof. Araújo lamenta o esquecimento a que supostamente estaria sujeito o seu conterrâneo Bonifácio Gruveta.
O que se torna algo desconcertante, se se tiver em conta ser do conhecimento público e sugerir-se que o edil cessante de Quelimane, Pio Matos, eleito pelas listas da Frelimo, viu o seu partido literalmente puxar-lhe o tapete por debaixo dos pés precisamente porque Pio de Matos, entre outras razões – e cito um recente trabalho do magnífico jornal Savana sobre o assunto – “se recusava a prestar vassalagem a algumas figuras históricas da Frelimo que tomam a Zambézia como sua propriedade privada e interferiam em demasia na gestão diária daquela autarquia. Citam o nome de Bonifácio Gruveta, intitulado como o “Dono da Zambézia”.
A peça do Savana vai um bocado mais longe: “Gruveta, apoiante de um outro candidato da Frelimo Lourenço Abubacar (empresário e proprietário do Hotel Milénio), ganhou apoios na cúpula formal da Frelimo nomeadamente da parte do Secretário-Geral, Filipe Paúnde, do controverso secretário Edson Macuácua e da própria ministra Carmelita Namashilua”.
Certamente que se espera que o desaparecimento deste grande “barão” da política zambeziana (como se diz de alguns políticos do norte português) influirá no decorrer dos eventos nos próximos meses pelo menos em Quelimane.
O Major-General e Evo Fernandes
Uns anos atrás, sem razão aparente, Gruveta foi misturado com o assassinato de Evo Fernandes, um líder da Renamo, que na altura se degladiava com a Frelimo numa guerra arrasadora. Uma nota do África Confidencial de 26 de Junho de 1988 especulava que Gruveta estivera em Portugal quando Evo Fernandes, então Secretário-Geral da Renamo, foi assassinado em Cascais, supostamente a mando da SNASP. Num desmentido cuja leitura hoje é quase hilariante, no dia 22 de Abril de 1988, a Agência de Informação de Moçambique, que então se assumia ainda como o braço armado do regime para a área da informação (hum, quem mandava lá na altura? Há que reler o livro de Fauvet & Mosse) emite um comunicado desmentindo vigorosamente a presença de Bonifácio em Portugall, afirmação que fora feita à Agência Lusa em Lisboa pela viúva de Fernandes. “No passado fim de semana estive na Beira a acompanhar uma delegação do Partido Socialista da República Popular Democrática do Iémen” citam o então Major-General. Para fechar o assunto, os jovens da AIM arremataram com um ainda mais inverosímil testemunho, o do…fotógrafo Kok Nam, Conclui o comunicado assim: “a presença de Bonifácio Gruveta em Moçambique foi ainda confirmada pelo fotógrafo da revista Tempo (então outro instrumento ideológico do regime) Kok Nam, que referiu que estivera com Gruveta nos escritórios da Tempo na passada segunda-feira”. Ah bom, se o Kok viu é porque é verdade, presuma-se, terá sido o raciocínio. Porque fotógrafo não mente. Enfim. O que de facto Paulo Oliveira, então um operativo da Pide da Frelimo (mas agora um pacatíssimo cidadão anónimo a viver tranquilamente na Linha do Estoril) escreveu sobre o episódio é que o “isco” que levou Evo a expor-se ao assassino contratado por Sérgio Vieira e a Frelimo (um tal de Alexandre Chagas, que a seguir foi dentro na Tuga) terá sido de facto – ironia das ironias – um putativo encontro com Bonifácio Gruveta, que aparentemente foi-lhe vendido como um elemento de uma suposta “ala liberal” dentro da Frente e que se encontraria em Cascais. Fernandes acreditou e foi assassinado por Chagas e os seus colegas a caminho do “encontro”.
Bonifácio o Empresário de Sucesso
Recentemente, e cito a mensagem da Agência Lusa de hoje, “a imprensa moçambicana associou (o General Gruveta) nos últimos tempos a empresas responsáveis pela pilhagem de madeira exportada de Moçambique para a China, uma imputação que o general rejeitou veementemente.” O algo panfletário mas sempre legível Canal de Moçambique, publicado em Maputo, foi bem mais longe nas acusações. Na sua edição de 2 de Fevereiro de 2007 referiu-se assim ao General: “nas investigações que levou a cabo durante a sua estadia na Zambézia (o jornal) soube que o coro de queixas dos fiscais da área florestal, nessa conferência, foi muito forte. Houve quem di s s e s s e c l a r a e abertamente que mandar travar o saque e fazer cumprir a lei era, o mesmo que assinar a certidão de desemprego. “Quem faz isto são os chefes. Temos medo de ficar desempregados”. Para quem já teve a oportunidade de estar na Zambézia e frequentar os v á r i o s c í r c u l o s s o c i a i s m u i t o rapidamente se terá apercebido que existe um nome temível: Bonifácio Gruveta Massamba. Este general é uma espécie da “lei suprema”. “Até os governadores sabem que ele é quem d e f a c t o m a n d a n a p r o v í n c i a ” . “Parecem bonecos nas mãos dele”. Também lhe chamam o “campeão do saque” e o “protector dos predadores”.
Bonifácio Gruveta era um accionista de referência de uma das principais empresas madeireiras locais.
Há ainda o caso um pouco mirabulante da sua parceria num projecto turístico multi-milionário na pequena Ilha do Fogo em Pebane, que, caracteristicamente, originalmente estava perfeitamente bloqueado e inviabilizado até que, logo após Bonifácio se ter associado a ele, como que por magia, tudo foi viabilizado. Os sócios referidos neste que é o maior investimento turístico da história da Zambézia são os Srs. Torrie Potgieter, Johannes van Heerden, Marius Boer, Bonifácio Gruveta e Belmiro Lampião. Nada mau, para uma ilhota deserta com menos que 44 hectares, a vinte quilómetros da costa zambeziana. Nada mau, para um ex-guerrilheiro sem dinheiro e sem experiência de gestão.
Mas entenda-se que só se não fosse assim é que surpreenderia.
O Velho Gruva
A popularidade do “Velho Gruva” entre as gerações mais jovens e intocadas (e ignorantes na quase totalidade) pelo passado recente do após-Independência, subiu consideravelmente quando, em total contra-corrente com a Frelimo e o governo durante as graves perturbações da ordem pública em 2010, Bonifácio basicamente foi à televisão e disse que as pessoas que se haviam revoltado tinham razão.
Estimo que mais que 90 por cento de quem está vivo na Zambézia (e em Moçambique) hoje não tinha nascido naquele dia em 1974 quando o jovem Bonfácio “marchou” sobre a cidade de Quelimane, sob o olhar atónito dos brancos locais, que em breve aviaram as malas.
Apropriadamente, o Diário da Zambézia já fez as honras ao velho General na sua edição de hoje na internet. “Outra vez luto para Zambézia. Mas porquê tem que ser assim? Morreu mesmo o General Bonifácio Massamba Gruveta? Inacreditável. Mas não há como foi se embora aquele que defendia os interesses do seu povo. O primeiro Governador da província após a independência nacional. Gruveta foi-se e deixa muita coisa numa altura em que a província e a cidade o precisava. O que terá acontecido com o velho pahh? Não havia como salva-lo? Lágrimas não param de chover no seio dos zambezianos porque mais uma vez foi-se mais um. Porquê tem que ser assim? O velho “Gruva” como o tratávamos, era amigo, embora alguns o temiam, mas era simples pessoa. Varios “sms” via celular circulam pela morte do general na reserva. Questiona-se se é verdade ou não. Porque estaria-se a mentir? Nada, será que o velho foi-se mesmo numa altura destas? Não há palavras neste momento e apenas dizer “adeus embondeiro”. Paz a sua alma.”
Uma nota final. Se algo se pode aperceber desta pequena crónica biográfica, é que muito pouco está escrito sobre capítulos inteiros da história de Moçambique. Em que, quer se queira quer não, personalidades como o General Bonifácio Gruveta Massamba nela estão inescapavelmente inscritos. Entendê-las, e o seu percurso, é entender o que foi, quando foi, onde foi e porque foi.
Num discurso proferido no feriado de 7 de Setembro de 2006, o Presidente Armando Guebuza referiu-se a, entre outros, Bonifácio Gruveta, como uma “figura lendária” do firmamento moçambicano.
Gerações futuras – certamente não esta – o decidirão.
Para já, ainda não percebi o que foi aquilo dos fuzilamentos em frente às crianças de escola. Pois nada encontro escrito sobre o assunto.
Mas pelos vistos, na Zambézia, em Quelimane, todos se lembram desses dias.

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